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7 tendências sobre trabalho híbrido que todo líder deve conhecer

Tempo de Leitura: 5 minutos

Mais de um ano após as pessoas passarem a trabalhar remotamente, uma nova disrupção acontece: a mudança para o trabalho híbrido, modelo em que alguns colaboradores voltam ao local de trabalho e outros continuam a trabalhar em casa.

O trabalho remoto deu às pessoas mais flexibilidade e criou oportunidades em novos locais, graças à aceleração da transformação digital. Mas há desafios pela frente. As equipes ficaram mais isoladas e a exaustão digital é uma ameaça real e insustentável.

Para ajudar as organizações nesta transição, a Microsoft publicou recentemente o estudo Índice de Tendências de Trabalho 2021, que descreve as descobertas de um estudo com mais de 30 mil pessoas em 31 países e uma análise de sinais de produtividade e trabalho no Microsoft 365 e no LinkedIn.

Ele inclui perspectivas de especialistas que passaram décadas estudando colaboração, capital social e design de espaço no trabalho. Veja no artigo a seguir.

Quais são as novas tendências na forma de trabalhar

A pesquisa revelou 7 tendências-chave que a liderança empresarial precisa conhecer para viabilizar o trabalho híbrido:

1. O trabalho flexível veio para ficar

As pessoas querem o melhor dos dois mundos: mais de 70% dos trabalhadores querem que as opções flexíveis de trabalho remoto continuem, enquanto mais de 65% desejam mais tempo pessoalmente com suas equipes.

Para se preparar, 66% das lideranças de negócios consideram redesenhar os espaços físicos para acomodar melhor os ambientes de trabalho híbridos. Os dados são claros: extrema flexibilidade e trabalho híbrido definirão o local de trabalho pós-pandemia.

É importante destacar, no entanto, que a liderança pode estar muito focada em onde investir. Mesmo depois de um ano trabalhando em casa, 42% dos colaboradores afirmam que não têm materiais de escritório essenciais em casa e um em cada dez não tem uma conexão adequada com a Internet para fazer seu trabalho. Além disso, mais de 46% dizem não ter ajuda do empregador com despesas do trabalho remoto.

2. Os líderes não têm contato com os colaboradores e precisam de um alerta

Muitos líderes empresariais se saem melhor do que seus colaboradores. Sessenta e um por cento da liderança “prospera” mais do que aqueles sem autoridade para tomar decisões. Também relatam construir relacionamentos mais fortes com colegas e liderança.

Os líderes empresariais pesquisados ​​são em geral Millennials ou Gen X, do sexo masculino e com muita experiência. Em contraste, a Geração Z, as mulheres, os trabalhadores da linha de frente e os novos em suas carreiras relataram ter tido mais dificuldades no ano passado.

3. A alta produtividade mascara uma força de trabalho exausta

A produtividade autoavaliada permaneceu igual ou superior para muitos colaboradores no ano passado, mas a um custo humano:

  • Um em cada cinco entrevistados da pesquisa disse que seu empregador não se preocupa com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • 54% se sente sobrecarregada;
  • 39% se sente exausta.

Além disso, muitos sinais de produtividade do Microsoft 365 quantificam o nível de exaustão digital que os trabalhadores sentem.

  • O tempo semanal gasto em reuniões mais do que dobrou ano a ano e continua aumentando;
  • Os bate-papos das equipes após o expediente aumentaram 42% ano após ano;
  • 50% das pessoas respondem aos bate-papos do Teams em cinco minutos ou menos, um tempo de resposta que não mudou ano a ano, apesar da sobrecarga do bate-papo.

4. A Geração Z está em risco e precisará ser reenergizada

Um grupo demográfico esquecido parece sofrer agora: a Gen Z. Sessenta por cento desta geração, com idades entre 18 e 25 anos, diz que está meramente sobrevivendo ou lutando para sobreviver.

Além disso, a geração Z relatou dificuldades em se envolver ou se entusiasmar com o trabalho e em trazer novas ideias para a mesa.

As novas gerações oferecem novas perspectivas e desafiam o status quo. Suas contribuições são críticas e como são a primeira geração a trabalhar de forma completamente remota, sua experiência definirá expectativas e atitudes em relação ao avanço do trabalho. Garantir que a Geração Z tenha um senso de propósito e bem-estar é um imperativo urgente na mudança para o híbrido.

5. Reduzir as redes coloca a inovação em risco

O isolamento causado pela pandemia que as pessoas sentem em suas vidas pessoais também acontece no trabalho.

Simplificando, as empresas ficaram mais isoladas do que antes da pandemia. E embora as interações com as redes próximas ainda sejam mais frequentes do que antes da pandemia, a tendência mostra que até mesmo essas interações de equipe próximas começaram a diminuir com o tempo.

À medida que as empresas equilibram uma mistura de equipes presenciais e remotas, será importante lembrar que o trabalho remoto torna as equipes mais isoladas. A liderança deve procurar maneiras de fomentar o capital social, a colaboração entre equipes e o compartilhamento espontâneo de ideias que impulsionam a inovação no local de trabalho há décadas.

6. A autenticidade aumentará a produtividade e o bem-estar

À medida que as pessoas enfrentavam um estresse sem precedentes na linha de frente, conciliando o trabalho com a vida doméstica, algo mudou: o trabalho se tornou mais humano.

Uma em cada cinco conheceu os animais de estimação ou famílias de seus colegas virtualmente. E, enquanto um se agarra ao outro para passar o ano, um em cada seis (17%) chorou com um colega este ano. Número ainda maior ocorreu nos setores mais afetados, como educação (20%), viagens e turismo (21%) e saúde (23%).

7. O talento está em todo lugar em um mundo de trabalho híbrido

Uma das vantagens da mudança para o trabalho remoto é que ela amplia o mercado de talentos. Quarenta e seis por cento dos entrevistados planejam se mudar para um novo local, porque agora podem trabalhar remotamente.

As pessoas não precisam mais deixar sua mesa, casa ou comunidade para expandir sua carreira, e isso terá impactos profundos no cenário de talentos.

Mudança de mentalidade

Estas tendências mostram que as empresas não estão mais presas às noções tradicionais de espaço e tempo para trabalhar. Em vez disso, é preciso mudar o mindset para abraçar a flexibilidade extrema. E, com essas sete estratégias, as lideranças podem mudar seu modelo operacional para uma estrutura de trabalho híbrido.

O caminho a seguir passa por algumas iniciativas tais como:

  • Criar um plano para capacitar as pessoas para extrema flexibilidade;
  • Investir em espaço e tecnologia para unir os mundos físico e digital;
  • Combater a exaustão digital do topo;
  • Priorizar a reconstrução do capital social e da cultura;
  • Repensar a experiência dos colaboradores para competir pelos melhores e mais diversos talentos

Gostou do conteúdo? Se quiser mais detalhes baixe aqui o estudo e continue a ler nosso blog.

Sobre a ABII

ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial, fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da indústria 4.0 e da IIoT (Industrial Internet of Things) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais, a partir do desenvolvimento de tecnologias e inovação.

A ABII é signatária do Acordo de Cooperação com o IIC (Industrial IoT Consortium), consórcio criado em 2014, nos Estados Unidos, com o mesmo fim, pela IBM, GE e Intel. Buscando inserir o Brasil nesta revolução, Pollux, Fiesc/Ciesc e Nidec GA (empresa detentora da marca Embraco) uniram-se para fundar a ABII.

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