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Digitalização está apenas no início nas micro e pequenas empresas

Tempo de Leitura: 4 minutos

Os pequenos negócios representam papel fundamental e relevante para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Micro e Pequenas Empresas (MPEs) são mais de 90% dos empreendimentos e respondem por 30% do PIB e por mais de 50% dos postos de trabalho existentes no País.

O processo de digitalização está apenas no início para a grande maioria da micro e pequenas empresas, tanto que apenas 3% são consideradas líderes digitais .

Há um enorme caminho para que essas empresas adotem tecnologias digitais e desenvolvam todo seu potencial. Porém é preciso imprimir velocidade a esse processo. A transformação digital é essencial para ampliar os níveis de produtividade e de competitividade do País, além de ser fundamental para a sobrevivência das empresas.

Pesquisa realizada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), denominada Mapa de Digitalização das Micro e Pequenas Empresas Brasileiras, mostra que as práticas e estratégias de transformação digital ainda são pouco consolidadas entre as MPEs. No entanto, mais do que desafios, as constatações deste relatório apresentam oportunidades.

Veja os principais resultados a seguir.

Distribuição da MPEs por nível de maturidade

O foco da pesquisa era descobrir como as micro e pequenas empresas nacionais estão atuando na digitalização de seus negócios e em que nível de maturidade digital se encontram. Para isso, foram medidos o grau de implementação de um conjunto de 25 boas práticas digitais e da utilização de tecnologias habilitadoras.

Na distribuição geral, 66% delas estão nos níveis 1 e 2 de maturidade digital, sendo 18% analógicas (nível 1) e 48% emergentes (nível 2). Somente 3% são consideradas líderes digitais (nível 4), enquanto 30% estão na etapa intermediária (nível 3).

Os resultados mostraram que a média de maturidade digital das MPEs é de 40,77 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100 pontos. As médias foram estabelecidas a partir de 5 objetivos por setor da economia:

  1. Conectar e engajar clientes;
  2. Estabelecer novas bases de competição;
  3. Construir uma organização orientada a dados;
  4. Inovar mais rápido e colaborativamente;
  5. Gerar mais valor para os clientes.

Dentre estes objetivos, as empresas mostraram maior maturidade digital no quesito “inovar mais rápido e colaborativamente”, com pontuação média de 47,72 pontos.

Este quesito busca saber como as organizações estão encorajando o risco e a inovação aberta para mudar seus produtos, serviços e modelos de negócios e testar ideias.

Nesse sentido, 43,7% das companhias estão abertas a opiniões e sugestões para o desenvolvimento de produtos ou serviços, mas somente 11,6% colaboraram com outras empresas e com seus clientes nesse processo.

Por outro lado, no quesito “estabelecer novas bases de competição”, as empresas apresentaram menor maturidade, com média de 35,02 pontos.

Essa prática mostra a capacidade das empresas em reposicionar sua atuação e passar a competir em mercados novos. Nesse aspecto, apenas 7,3% das empresas informaram que participam de canais de venda on-line ou marketplaces.

O acesso à banda larga também é realidade em 68,7% das empresas. Mas somente 27,5% possui um site interativo, 19% coletam e armazenam os dados de clientes e 25,4% utilizam serviços de cloud computing.

O uso de tecnologias digitais de aprendizado só é usado por 17,7% das empresas, enquanto ferramentas de cibersegurança por 21,4% do total.

Papel da indústria 4.0 para as MPEs

A maior parte dos empresários acredita que a transformação digital é um caminho complexo e custoso, porém as tecnologias existentes hoje são acessíveis a todo empresário que queira transformar seu negócio. Para quase 40% dos entrevistados a principal dificuldade com a transformação digital é a falta de recursos para investir.

Outros 25% alegam a falta de estratégia e o desconhecimento de como construir um caminho apropriado para sua transformação digital como principal dificuldade a ser vencida.

Mas a principal conclusão da pesquisa é que 68% dos empresários estão abertos e disponíveis para participar de um programa de aceleração da maturidade digital que os ajude no caminho da transformação digital.

Na verdade, os empresários devem entender que a transformação digital oferece muitos benefícios para empresas de todos os portes e segmentos. Inclusive para as micro e pequenas, a indústria 4.0 não exige altos investimentos, nem a substituição do maquinário. Basta uma adaptação e atualização dos equipamentos.

A indústria 4.0 utiliza as principais soluções tecnológicas nas áreas de automação industrial e tecnologia da informação aplicadas aos processos produtivos. Então, por meio de sistemas ciberfísicos e da IIoT (Internet Industrial das Coisas), as operações ganham eficiência e causam impacto positivo nos resultados financeiros do negócio.

Hoje em dia, os dispositivos e equipamentos têm custos bem mais baixos. Sistemas robóticos anteriormente inviáveis para empresas menores hoje estão mais acessíveis. Na realidade, a migração para o conceito de indústria 4.0 pode ser feita aos poucos, dependendo dos recursos disponíveis e dos resultados pretendidos.

Trata-se de uma tendência irreversível e as empresas que não se atualizarem estão fadadas ao fechamento. Quem não se adaptar ao conceito de indústria 4.0 diminuirá suas chances no mercado e certamente será ultrapassado pela concorrência.

Não há mais motivos para adiar a implantação da tecnologia, pois o valor é acessível, o custo-benefício é excelente e o retorno pode ser visto a curto prazo. Quanto mais rápido essa novidade for aplicada, maior a competitividade da sua empresa.

Se você estiver interessado em mais informações sobre a indústria 4.0, continue a ler o blog da ABII.

Sobre a ABII

ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial, fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da internet industrial das coisas e da indústria 4.0 (IIoT & I4.0) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração, a geração de conhecimento e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais.

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