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Estudo revela as profissões emergentes na era digital

Tempo de Leitura: 5 minutos

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 acelerou a digitalização de empresas de vários setores econômicos. Na mesma proporção aumentou a demanda por especialistas com competências digitais e irá impactar o futuro das indústrias. Um estudo realizado recentemente, revela as 48 profissões emergentes na era digital.

O relatório identifica tendências e profissões emergentes na era digital em um intervalo de curto prazo (dois anos), médio (cinco anos) e longo prazo (dez anos) em quatro grandes setores impactados pela digitalização: software e tecnologia da informação; indústria de transformação e serviços produtivos; agricultura; e saúde.

O estudo “Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde” foi realizado por meio da parceria entre Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH).

Métricas do estudo sobre profissões emergentes na era digital

O intuito do estudo, liderado pelo Senai e realizado com seus associados, foi apresentar para o mercado quais são as profissões emergentes que serão destaque nos próximos anos. Além disso, buscou entender como a área acadêmica está se preparando para isso.

Observa-se claramente que existe um déficit no ritmo da aprendizagem nacional, visto que a tecnologia está alguns passos adiante da educação brasileira.

A academia brasileira não consegue formar a quantidade de profissionais ideal que é demandada pela indústria de software e TI. Fato é que 80% das empresas associadas ao Senai possuem academias próprias para preparar os profissionais.

Há, também, um índice de 20%, que utiliza cursos online para preparar esses novos profissionais para o mercado. Um ponto relevante a se alertar é que, no Brasil, apenas 17% dos estudantes se interessam por estudos relacionados à tecnologia.

O relatório analisa o contexto da recuperação verde pós-pandemia e as necessidades e oportunidades de formação profissional advindas dessa recuperação por meio da transformação digital. O estudo tem como tema central as tendências da transformação digital e analisa o impacto que a mesma pode ter na demanda profissional em setores-chave para a recuperação verde do país.

Conheça os 4 setores identificados como promissores

1- Software e TI

O setor de software e TI representa a base do processo de digitalização dos demais setores, tendo um perfil de ação transversal na promoção da digitalização. Portanto, trata-se de um setor com alto potencial de demanda por profissionais em uma economia digital.

O setor possui a característica de oferecer cursos de curta duração que permitem uma inserção rápida no mercado, além de democratizar o acesso à formação devido a não precisar de infraestrutura física para a capacitação profissional.

No setor, são 12 o número de profissões que apresentam grande potencial de crescimento nos próximos anos. Algumas já bem consolidadas, prometem crescer exponencialmente, como é o caso do programador.

É notável que as tecnologias disruptivas, pertencentes ao acervo de possibilidades da indústria 4.0, ganham um destaque especial nessa série de profissões. Os especialistas em blockchain e inteligência artificial são ótimos exemplos.

As áreas são:

  • Programador/Coder
  • Cientista de Dados
  • Analista de cibersegurança
  • Gestor de mídias sociais
  • Engenheiro de software
  • Especialista de blockchain
  • Programador de jogos digitais
  • Especialista em cloud
  • Especialista em inteligência artificial
  • Programador multimídia
  • Desenvolvedor de sistemas
  • Engenheiro de banco de dados

Projeção da demanda de vagas:

  • 2 anos: 1,63 milhão
  • 5 anos: 1,91 milhão
  • 10 anos: 2,06 milhões

2- Indústria de transformação e serviços produtivos

A indústria promete ser fortemente remodelada ao longo dos próximos anos. Tecnologias inéditas deverão fazer parte do cotidiano das fábricas, trazendo maior praticidade e produtividade.

O Brasil possui o maior parque industrial da América do Sul e apresenta uma indústria diversificada com importante geração de empregos para o país. A transformação digital, por meio da indústria 4.0, deve alavancar a competitividade desse setor, permitindo uma produção mais eficiente e sustentável.

Profissões como o engenheiro de exoesqueletos de propulsão e o técnico em informática veicular irão preencher importantes lacunas que se farão presentes no meio industrial.

Confira as 14  profissões:

  • Expert em Digitalização Industrial
  • Operador Digital
  • Profissional de Manufatura Aditiva
  • Profissional de planejamento logístico
  • Gestor de economia circular
  • Engenheiro de exoesqueletos de propulsão
  • Profissional de eletromobilidade
  • Especialista em Serviços
  • Programador de unidades eletrônicas
  • Técnico em informática veicular
  • Mecânico especialista em telemetria
  • Técnico em eletromecânica
  • Condutores de processos robotizados
  • Gestor de trends innovation

Projeção da demanda de vagas:

  • 2 anos: 11,7 milhões
  • 5 anos: 13,6 milhões
  • 10 anos 14,9 milhões

3- Agricultura

A agricultura, setor mais forte do cenário brasileiro, será muito beneficiada pelas novas tecnologias e a chegada das novas profissões.

Somando-se à chegada do 5G no Brasil, profissões como o operador de drone e o engenheiro agrônomo digital serão fundamentais para a prosperidade do setor, que tem 8 profissões destacadas como emergentes.

As áreas são:

  • Técnico em Agricultura Digital
  • Técnico em Agronegócio Digital
  • Engenheiro Agrônomo Digital
  • Operador de drones
  • Agricultor urbano
  • Engenheiro de automação agrícola
  • Cientista de dados agrícola
  • Designer de máquinas agrícolas

Projeção da demanda de vagas:

  • 2 anos: 18,3 milhões
  • 5 anos: 18,5 milhões
  • 10 anos: 18,8 milhões

4- Saúde

Por fim, é a área da saúde que se destaca e preenche as últimas das profissões apresentadas no estudo.

A interação com a tecnologia digital se fará cada vez mais presente na interação médico-paciente e recursos como a telemedicina, que, por sinal, já cresceu muito na pandemia, serão cada vez mais frequentes.

Haverá aqueles que não atuam diretamente na medicina, mas se especializam em tecnologias voltadas para a área da saúde, como é o caso dos técnicos de assistência médica digital e de telemedicina.

Conheça as 14 profissões:

  • Engenheiro hospitalar
  • Engenheiro de dados da saúde
  • Técnico de assistência médica digital
  • Médico procedimentalista
  • Consultor analítico
  • Técnico em telemedicina
  • Engenheiro de produção/gestão de leitos
  • Gerente de cuidados complexos
  • Gestor de qualidade de vida
  • Bioinformacionista
  • Conselheiro genético
  • Cuidador digital
  • Consultor digital
  • Geomicrobiologista

Projeção da demanda de vagas:

  • 2 anos: 5,1 milhões
  • 5 anos: 5,5 milhões
  • 10 anos: 5,9 milhões

Algumas conclusões sobre o estudo de profissões emergentes

O estudo deixa bem claro que o número de vagas será cada vez mais crescente no mercado brasileiro, mas não necessariamente serão preenchidas.

Será preciso uma mudança na cultura acadêmica, formando profissionais para lidarem com as novas e disruptivas tecnologias. Essa mudança é bilateral, pois deve partir das instituições e também dos estudantes.

Em uma escala de oportunidades, o setor industrial é o grande líder em vagas, sendo que 401 mil vagas serão abertas no curto prazo, 563 mil no médio prazo e 767 mil no longo prazo. E o setor de software e TI é o que irá abrir mais vagas no longo prazo, 779 mil.

Quer saber mais?

Baixe o estudo completo e entenda quais os requisitos de formação dessas profissões emergentes: estudo_profissoes_emergentes

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Sobre a ABII

ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial, fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da internet industrial das coisas e da indústria 4.0 (IIoT & I4.0) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração, a geração de conhecimento e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições

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