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Mulheres que fazem a transformação digital em suas empresas

Tempo de Leitura: 8 minutos

No Dia Internacional das Mulheres, a ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial conversou com algumas mulheres que fazem a transformação digital acontecer diariamente nas empresas associadas. Quatro histórias diferentes, mas unidas pelo desafio do papel feminino na liderança dos negócios.

Um conteúdo para homenagear, refletir e inspirar!

Boa leitura!

Angela Maria Gheller Telles

Angela é diretora de produto e oferta dos segmentos de Manufatura, Logística e Agroindustria, da TOTVS. Tem experiência de 25 anos em empresas de software, com atuação no desenvolvimento, oferta, suporte e implantação de produtos, além da atuação na liderança de equipes multidisciplinares, envolvendo especialistas de desenvolvimento de Software com skill técnico e especialistas em negócio.

No processo de transformação atual da TOTVS, empresa que atua, seu papel é o de viabilizar a transformação digital nas inovações dos produtos de software, assim como nos clientes. “Liderar as demandas por inovação e estimular processos cada vez mais ágeis e flexíveis para atender às necessidades dos setores”, explica.

Formada em Processamento de Dados de Software e Aplicativos pela Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC) e tem MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Trabalhou na Logocenter, mais tarde adquirida pela empresa Microsiga, que tornou-se a TOTVS. Foi programadora, analista de sistemas e mudou para liderança de equipes. “Passei por coordenadora, gerente nas áreas de desenvolvimento, suporte e implantação”.

Angela é casada há 24 anos e tem dois filhos, Nicolas de 19 anos e Luiza de 13. Cresceu falando que iria trabalhar quando tivesse seus filhos, porque queria uma carreira. “Foi lindo, até o Nicolas nascer. Quase morri de todas as culpas que somente as mães sabem. Mudei minha visão drasticamente, e queria ficar o tempo todo com ele.” Com o tempo e a parceria com o marido, conseguiu o equilíbrio de sentimentos para continuar seu crescimento de carreira.

De que forma você e a sua empresa contribuem para a maior participação das mulheres na liderança?
A TOTVS tem um processo muito transparente e sempre foi muito inclusiva. Temos equipes bem equilibradas. Fomentamos programas de treinamento de programação para mulheres, para que possamos aumentar ainda mais a diversificação na empresa, que é de tecnologia, e requer um skill técnico.

A pandemia fez a participação de mulheres como um todo no mercado de trabalho do Brasil retroceder. Que outros desafios e aprendizados a pandemia trouxe para as mulheres?
Aprendizado de reinvenção. Saber ter a leitura de como está o ecossistema e trabalhar para que tenhamos produtividade e adequação, sendo bem pragmática. A Pandemia nos trouxe muitas reflexões, inclusive do nosso papel nas famílias, que eu particularmente, acho o papel mais importante de todos. A mulher tem o dom, tem o cuidado e olhar diferenciado para o próximo. Uma mulher forte e resolvida, família é feliz!

Um conselho ou uma mensagem para mulheres que estão buscando uma participação ainda maior nas suas áreas de atuação?
Defina seu objetivo de carreira e invista em aprendizado, para estar preparada. A maior necessidade das empresas é pessoas com conhecimento. O mundo está em nosso alcance, vimos isso com a abertura digital destes dois últimos anos.

Cintia Pires Miranda

Cintia é Gerente de Marketing da Macnica DHW, tem formação em jornalismo, com MBA em marketing digital e é tecnóloga em marketing. No processo de transformação digital da Macnica tem a missão de estar sempre atenta as inovações do mercado para poder aplicar em novas ações. “No Departamento de Marketing investimos em ferramentas que nos permitem acompanhar a dinâmica do mundo digital”, conta.

Segundo ela uma das grandes mudanças no Marketing, gerada pela transformação digital, é a pluralidade de opções que existem hoje para gerar soluções e relacionamento com os clientes. “A facilidade de se obter métricas e kPI’s nos possibilitam uma avaliação quase que diária das nossas ações, o que nos ajuda muito na tomada de decisão para novas ações.”

As redes sociais e novas plataformas aproximaram empresa e clientes. “Hoje, conseguimos entendê-los melhor, saber quais são suas dores, necessidades e como devemos nos comunicar com cada um.”, destaca. Nas horas vagas Cintia se dedica ao esporte, gosta de ter contato com a natureza e tem uma relação próxima com a mãe, irmãs e sobrinhos.  “Eles são o meu tudo”.

De que forma você ou a sua empresa contribuem para a maior participação das mulheres na liderança?
Contamos hoje na empresa com quatro departamentos: Marketing, Comercial, Administrativo/Financeiro e Suporte & Desenvolvimento. Em todos eles temos mulheres, sendo que, em Marketing e Administrativo/Financeiro, os cargos ocupados são somente mulheres. Não há desequilíbrio entre homem e mulher seja em cargos, salários ou em qualquer outro quesito. Contamos com um ambiente democrático e que valoriza a liderança da mulher. Dos quatro gerentes que temos hoje na empresa, duas são mulheres, ou seja, é realmente equilibrado.

A pandemia fez a participação de mulheres como um todo no mercado de trabalho do Brasil retroceder. Que outros desafios e aprendizados a pandemia trouxe para as mulheres?
Acho que reafirmou o que muitas de nós já sabíamos, que conseguimos dar conta de muita coisa ao mesmo tempo sem deixar cair o rendimento. A mulher por natureza é multifuncional, ela já nasce proativa. Desde pequena vi minha mãe trabalhar fora, dar conta da casa, dos filhos e ainda ter tempo para ajudar alguém da família ou amigos, quando necessário. Minha avó era assim também, sempre trabalhou para aumentar a renda da família e sempre deu conta de tudo, por isso, eu sempre enxerguei a figura feminina com muita admiração.

Um conselho ou uma mensagem para mulheres que estão buscando uma participação ainda maior nas suas áreas de atuação?
Permita-se! Não deixe nada nem ninguém diminuir o seu valor ou a sua história. Somos força, garra, coragem e podemos ser quem quisermos, basta realmente querermos. Não somos mais ou menos que os homens, não precisamos ficar na frente ou atrás deles, podemos estar lado a lado, trabalhando e conquistando o que sonhamos.

Jordana Carvalho Arruda

Jordana é coordenadora de Customer Success na Pollux Part of Accenture , empresa de tecnologia industrial com mais de mil projetos de manufatura avançada, robótica e indústria 4.0 instalados no mercado. Formada pela UFSC em engenharia de materiais e com MBA em Gestão de Negócios na USP/Esalq já atuou na área comercial e na área de análise de dados. Acumulou ainda experiências técnicas em manufatura aditiva com tecnologias de fusão seletiva a laser e deposição de metal a laser, em empresas nacionais e institutos de pesquisa no Brasil e Alemanha.

Como líder da área de CS, Jordana acredita no cliente como centro do negócio. “Acredito que a transformação digital e as tecnologias habilitadoras da indústria 4.0 vem para resolver problemas de consumidores que buscam qualidade de produto e de serviço. O sucesso das nossas empresas dependem de resolvermos soluções para problemas reais da sociedade. Nesse aspecto, meu papel é assegurar que a voz do nosso cliente esteja sempre ativa, e que estejamos de fato lhe agregando valor. A transformação digital estará completa, se tivermos o elo entre tecnologia, negócios e grande foco em pessoas”, ressalta.

De que forma você ou a sua empresa contribuem para a maior participação das mulheres na liderança?
Minha relação com o tema de liderança feminina é muito forte. Há dois anos, tive o privilégio de participar de um programa sensacional de capacitação de mulheres para liderar a transformação digital na indústria (Industry4Her da VDI). Esta oportunidade foi um despertar do meu lado feminino. Abracei a construção da minha trajetória pessoal e profissional, colocando mais amor, empatia e vulnerabilidade nas minhas relações. Entendi muito mais a fundo a importância da equidade e do diálogo. Comecei a ter consciência do meu lugar de privilégio nesta sociedade e o mais importante, minha responsabilidade social em ser parte da mudança necessária nela. A liderança tomou outro sentido para mim. Desde então busco fazer a minha parte, como líder, mentora em programas de desenvolvimento e colega de trabalho. Sempre buscando apoiar outras mulheres, para que a diversidade seja cada vez mais presente e natural no mundo empresarial. Acredito que o exemplo é um dos maiores impulsionadores e incentivadores para essa mudança. Como líder do GT de Tecnologia na ABII por exemplo, é meu papel mostrar que a representatividade e a liderança feminina cabe em qualquer contexto. É extremamente reconfortante estar em uma empresa que também valoriza e prioriza este tema, e poder participar ativamente de suas inúmeras ações de incentivo à liderança feminina. Hoje a Pollux é apoiadora do industry4Her e eu tenho o privilégio de mentorar a nova turma de mulheres que serão capacitadas. Esse é o exemplo de como tento levar a vida: aprender para ensinar e ensinar para aprender. O ciclo precisa seguir e precisamos estar presentes em contextos e momentos diferentes nele. Só assim o impacto deixa de ser em sua vida e passa a ser nas nossas vidas.

A pandemia fez a participação de mulheres como um todo no mercado de trabalho do Brasil retroceder. Que outros desafios e aprendizados a pandemia trouxe para as mulheres?
Vivemos em um país com muitos problemas sociais e a pandemia potencializou muitos destes problemas. A participação das mulheres no mercado é um grande exemplo. Os números mostram que houveram reduções consideráveis da participação da mulher no mercado, seja por questões de conciliação da rotina de home office, casa, filhos ou por cortes de gastos das empresas, e etc. Entretanto, a pandemia também evidenciou contextos interessantes, que já estavam sendo mapeados mas que estão ganhando ainda mais força. Skills como empatia, vulnerabilidade, adaptabilidade, gentileza, inclusão, criatividade para resolução de problemas, dentre outras soft skills, se mostraram imprescindíveis neste cenário. Estas são skills conhecidas como femininas. Todos temos polos femininos e masculinos presentes. Alguns possuem um polo mais aguçado que o outro, mas que independe do gênero. Contudo, muitas das skills femininas estão comumente presentes em mulheres. Pensando nisso, a pandemia traz a oportunidade de mudarmos de vez a forma como fazemos negócios, trazendo cada vez mais o lado humano, com todas essas skills femininas contrapondo um cenário de skills predominante do polo masculinas (força, foco, assertividade, disciplina, direção, etc). É a oportunidade da diversidade ser incentivada, com a valorização do equilíbrio entre os polos e skills, tanto em homens como em mulheres. O desafio é abraçar a coragem de ser você mesmo e de aprender e se desenvolver pautado por um equilíbrio saudável ao invés de um padrão único predominante.

Um conselho ou uma mensagem para mulheres que estão buscando uma participação ainda maior nas suas áreas de atuação?
Não é novidade que estamos em um cenário extremamente competitivo. Bons produtos e bons atendimentos não garantem mais liderança de mercado. É preciso inovar, ser diferente, sair do básico para se destacar. O mesmo é válido para nossa trajetória individual. O melhor caminho para atingir seus objetivos e sua definição de sucesso é a originalidade. Então seja você mesma, se desenvolva buscando o equilíbrio de polos, assuma sua essência e busque estar em locais onde a sua forma de atuação e perfil serão decisivos e agregador. Não se molde ou se padronize. A diversidade e inclusão é o único caminho para bons negócios. Se você for única e genuína, o sucesso estará contigo.

Tania Regina Dagostim

Tania é co-fundadora da  Motor Tech Content . Formada em economia, com MBA em marketing e em Gestão empresarial, ela atuou na Datasul, Sociesc e Nous Software. Desde 2014 é CMO da Motor, ajudando empresas de tecnologia a obterem mais sucesso na estratégia de marketing de conteúdo. “Aqui entregamos produtividade por meio digital. Construímos um ecossistema tech que atua desde a estratégia até a produção especializada com muita agilidade.”, conta.

De que forma você ou a sua empresa contribuem para a maior participação das mulheres na liderança?
Nossa empresa é composta 99% de mulheres inseridas na tecnologia. Elas são continuamente capacitadas no mercado de tech garantindo mais espaço nos negócios e lideranças.

A pandemia fez a participação de mulheres como um todo no mercado de trabalho do Brasil retroceder. Que outros desafios e aprendizados a pandemia trouxe para as mulheres?
No nosso caso, a pandemia trouxe mais espaço e oportunidades para mulheres na área de conteúdo para empresas de tecnologia que mais do que nunca, a partir da pandemia passaram a investir mais no digital.

Um conselho ou uma mensagem para mulheres que estão buscando uma participação ainda maior nas suas áreas de atuação?
Buscar novas capacitações, são inúmeras as oportunidades de aprendizado para quem quer mais espaço na sua área de atuação, conhecimento é o diferencial.

É hora de discutir a liderança feminina na indústria 4.0

Como foi o painel sobre liderança feminina na tecnologia

Sobre a ABII

ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial, fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da internet industrial das coisas e da indústria 4.0 (IIoT & I4.0) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração, a geração de conhecimento e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais.

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