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Um paralelo entre a IIoT e a computação de borda

Tempo de Leitura: 4 minutos

Com a crescente alta na utilização de dispositivos inteligentes, modelados para atender as tendências da indústria 4.0, tecnologias que vão além da IIoT ganham notoriedade. Como é o caso da edge computing, ou computação de borda.

Essa transformação traz padrões inéditos de funcionalidades para as indústrias, que agora passam a contar com sistemas inteligentes e monitoramento contínuo de todas as áreas de produção. Por mais que possuam propósitos semelhantes, a internet industrial das coisas e a computação de borda são tecnologias distintas. Portanto é fundamental que haja um paralelo entre ambas.

Confira um comparativo entre essas tecnologias e entenda quais são os impactos que, juntas, elas podem trazer para a indústria.

O que é a Edge Computing

O site americano EXOR apresentou uma análise bastante precisa para explicar as diferenças existentes entre essas tecnologias e aproveitou para relacionar os pontos de convergência.

A edge computing é a tecnologia responsável por processar dados em dispositivos, sem que haja a necessidade de um servidor central para dar suporte ao processamento. Um exemplo, como destaca o site, é o JSmart HMI, dispositivo inteligente de computação de borda, responsável por processar dados e apresentá-los de forma totalmente interativa em seu visor.

Comparativo com a computação em nuvem

Embora possuam finalidades semelhantes, a computação de borda e a computação em nuvem operam de formas distintas. Enquanto a computação de borda processa os dados de forma individual, no próprio dispositivo, a computação em nuvem mantém uma série de dispositivos conectados em uma mesma rede de processamento de dados, uma LAN (Local Area Network).

A edge computing tende a ser a sucessora da computação em nuvem no que tange o processamento de dados, o que não elimina a grande importância que a nuvem possui em permitir acesso aos dados de qualquer lugar do mundo.

É muito provável que essas tecnologias sigam rumos distintos, ainda assim operando de forma paralela. A computação de borda processa todas as informações e a computação em nuvem as apresenta em tempo real.

Utilização industrial

A edge computing se apresenta como uma ferramenta muito poderosa para fins industriais. Tendo em vista os benefícios oferecidos para aprimorar o processo de automação da linha de produção.

Um bom exemplo prático é o da câmera industrial, dotada de funcionalidades de um dispositivo IoT. Tanto a computação na nuvem quanto a computação de borda irão processar os dados, porém alguns detalhes importantes podem ser observados.

Enquanto a computação na nuvem irá registrar alguns padrões bem específicos de comportamento, como movimentações e horário das movimentações, a edge computing poderá ir além e registrar informações mais detalhadas.

Neste caso, podemos destacar questões visuais, como a aparência do colaborador que passou pelo campo de visão da câmera de monitoramento, por exemplo. Alguns benefícios da utilização da edge computing aliada à internet das coisas devem ser destacados, são eles:

Agilidade na automação

A verdadeira automação de processos sem tempo de espera só pode ser alcançada por meio da computação de borda.

Dependendo do volume de dados a serem compilados por um sistema central da internet industrial, é natural que ocorram atrasos na troca de informações entre os dispositivos. Isso é solucionado com o auxílio da edge computing.

Quando um dispositivo IoT compila os seus próprios dados com o apoio da edge computing e os envia para que o servidor os opere em conjuntos, o processo se torna mais ágil e fluido.

Manutenção facilitada

O processo de manutenção preditiva, que é muito comum na indústria 4.0, tende a ser otimizado com o suporte da computação de borda.

Somente com a edge computing, os dispositivos IIoT podem realizar o processo de manutenção de forma totalmente automatizada.

Os processos podem contar com: verificação do diagnóstico, updates e ajustes de sistema, o que mantém os equipamentos sempre atualizados, reduz a inatividade dos dispositivos e aumenta a produtividade.

Essa individualização no processamento permite que os dados sejam trabalhados de forma contínua, não havendo interrupções por conta da identificação de problemas em um único equipamento.

Segurança da informação

A IIoT por si só pode oferecer inúmeras brechas para acessos indevidos e carece de segurança. Já o potencial de proteção dos dados de um dispositivo IIoT que conta com a tecnologia da edge computing é muito maior.

Isso se dá pelo fato de que os dispositivos contam com recursos aprimorados de segurança, oferecidos pela computação de borda.

A tecnologia conta com protocolos avançados de segurança que reduz os pontos de vulnerabilidade em cada dispositivo, o que beneficia o funcionamento da rede como um todo.

Computação de borda e a indústria 4.0

A IIoT tende a apresentar o seu real potencial de funcionalidade ao operar de forma conjunta à computação de borda. A maioria dos dispositivos IIoT já opera com unidades de processamento que permitem o suporte à nova tecnologia.

Dentre as inovações da indústria 4.0, a computação de borda é uma das que apresenta um maior potencial de adoção ao longo dos próximos anos. Isso se dá pelo fato de ser a uma tecnologia que pode trazer de fato a tão almejada automação industrial.

Obviamente uma linha de produção irá demandar diversas outras tecnologias, como a IIoT, a inteligência artificial, o Big Data e a realidade aumentada, mas a computação de borda poderá trazer significativos avanços para a evolução da indústria.

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Sobre a ABII

A Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), fundada em agosto de 2016, atua com o objetivo de promover o crescimento e o fortalecimento da internet industrial das coisas e da indústria 4.0 (IIoT & I4.0) no Brasil. Fomenta o debate entre setores privado, público e acadêmico, a colaboração e o intercâmbio tecnológico e de negócios com associações, empresas e instituições internacionais, a partir do desenvolvimento de tecnologias e inovação. A ABII é signatária do Acordo de Cooperação com o IIC (Industrial IoT Consortium). Buscando inserir o Brasil nesta revolução, Pollux, Fiesc/Ciesc e Nidec GA (empresa detentora da marca Embraco) uniram-se para fundar a ABII, há cinco anos.

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